quarta-feira, 22 de junho de 2016

Em um 21 de junho, no Morro do livramento, Rio de Janeiro, há 177 anos, nascia aquele que se tornaria a glória da literatura brasileira. Joaquim Maria Machado de Assis, filho de operário e sem estudos regulares, teve seu primeiro trabalho publicado, um soneto, com apenas quinze anos. E não parou mais, passando por praticamente todos os gêneros: dez romances, 200 contos, 600 crônicas, sete coletâneas de poesias, dez peças teatrais, prefácios e críticas literárias, além de várias traduções.

À abrangência e complexidade das obras de Machado de Assis soma-se o universalismo legado à nossa literatura, possibilitando abordagens plurais por parte de estudiosos contemporâneos em diferentes linhas de pesquisa. Amostra representativa disso, que leva a um debate estimulante e descobertas instigantes sobre a vida e obra do autor, está reunida em Machado de Assis – Ensaios da crítica contemporânea. Também não surpreende sua projeção internacional, com a crítica machadiana no exterior revelando novas abordagens e ampliando o diálogo com os especialistas brasileiros.

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sábado, 18 de junho de 2016

Aqui uma resenha que o amigo Eduardo Lunardelli escreveu sobre o Laços de Sangue. Como fazem os amigos, foi generoso comigo e com o Cesar Lavalle. Obrigado, amigo Eduardo:

Laços de sangue
Valter Ferraz acaba de publicar um livro de poesia, e letras musicais, sob o pseudônimo de Cesar Lavalle. O nome é bom. As poesias também. As razões alegadas ao fazer dessa forma foi de que esses poemas eram de eras priscas, e que hoje não eram mais sua praia. Isso me fez lembrar a história do escritor medíocre (nada a ver com o Valter, muito pelo contrário) que depois de publicar, sem nenhuma repercussão várias novelas, contos e romances, resolveu escrever um romance ousado e experimental, escondendo-se atrás de um pseudônimo. O livro foi um enorme sucesso. Sucederam-se edições sobre edições. Os direitos foram vendidos para traduções nos Estado Unidos, Europa e Ásia. O pseudônimo ficou conhecido e famoso. O autor era um mistério, e o mistério aumentou sua fama. Diziam tratar-se de uma escritora, mulher e linda. Outras versões davam como certo que era produto de um grupo de jovens universitários, que de brincadeira inventaram o nome do autor. Tudo isso só fez o livro vender mais. O verdadeiro escritor fracassado entrou em profunda depressão, e apesar de rico, com os direitos autorais, acabou se matando. Melhor teria feito se tivesse matado o pseudônimo. No caso do Valter, ele próprio denunciou a brincadeira na orelha do livro do Cesar. Com isso fica salvo de futuras pendengas.
Filhos passarinhos

Voam. Passarinho é bicho que quer viver solto, longe do barulho, da agitação (exceção: sabiás-madrugadores, urbanoides e as pragas dos pardais. Estes últimos transformaram-se de invisíveis em absolutos reis das ruas nas pequenas, médias e grandes cidades.
Andorinhas andam em bandos. Barulhentas, tenazes avoadoras, desafiam os intrépidos homens do Esquadrilha da Fumaça. Bem-te-vis ainda habitam as médias cidades, nas poluídas capitais viraram lenda urbana, embora nas periferias ainda persistam ciscando nos parques e jardins.
Voltando às andorinhas são de uma indelicadeza a toda prova. Dão rasantes pelos ares, andam em bandos (na verdade, não andam, voam) e cagam pela cidade toda. Araraquara no interior de São Paulo já foi proclamada “terra das andorinhas”. Não sei se ainda hoje os moradores se orgulham delas. A sujeita que vi por lá é imensa.
Por falar em sujeiras: cuidado com as pombas, outra praga urbana. Seu crescimento desordenado deixou que se transformassem num problema para as prefeituras. E ai de quem desprevenido passar embaixo dos fios elétricos e marquises de prédios. Correm o risco de sair com ternos, vestidos ou sobretudos carimbados pelos bichos. E fedem para caramba! (fui vítima de uma desgraça dessas há muito tempo atrás quando ainda tinha pernas boas para perambular pelo centro velho de São Paulo.
Onde entram os filhos nessa história toda?
É que tenho no dia de hoje dois filhos, nora e genro voando Um casal atravessa o Atlântico rumo à Europa. Outro, preferiu o frio do Sul do país. Esperam neve, não sei se conseguem realizar o desejo. De toda forma, com neve ou sem ela, espero a minha caixa de chocolates e bombons.
Eu, passarinho gordo, também já voei, muitas vezes. A mais interessante delas foi a primeira: completa novidade. As demais tornaram-se repetitivas e cansativas. Principalmente aquelas a trabalho. Um saco as tais conexões. Sem falar nas turbulências. Lembro de uma que me tira o sono até hoje. Quando voava a região mineira entre Belo Horizonte e São Paulo o bicho de alumínio dava uns solavancos e umas quedas bruscas que era de rezar para Santo Expedito. Na época a gente brincava dizendo que a aeronave sobrevoava a esburacada Rodovia Fernão Dias, por isso os sacolejos.
Fico por aqui. Pés no chão, quero nem saber mais de voar. Ando de carro, de ônibus ou me arrasto a pé, mesmo.





terça-feira, 31 de maio de 2016

Rodadas Literárias

Rodadas Literárias
Preciso fazer uma resenha do Lavoura Arcaica, mas não será hoje. Fico devendo. Por enquanto, apenas notícias do Raduan Nassar:


Notícia saiu no UOL:

http://paginacinco.blogosfera.uol.com.br/2016/05/30/premio-camoes-para-raduan-nassar-coincide-com-sua-ressurreicao-publica/

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Morre Eduardo Galeano





O escritor uruguaio Eduardo Galeano morreu aos 74 anos em Montevidéu, nesta segunda-feira (13), segundo o site do jornal "El País". Galeano estava internado em um hospital na capital uruguaia desde sexta-feira (10) devido a complicações de um câncer de pulmão, que já havia sido tratado em 2007.
Nascido em Montevidéu no dia 3 de setembro de 1940, Eduardo Galeano começou muito jovem no jornalismo e nos mais variados gêneros literários como o ensaio, a poesia e a narrativa. Ensaísta, historiador e ficcionista, publicou mais de 30 livros, quase todos traduzidos no Brasil. Ele é autor da obra "As veias abertas da América Latina", em que denunciou a opressão e amargura do continente e que foi traduzido para dezenas de idiomas.